Você já ouviu falar em sequestro de carbono? Essa prática está muito ligada à agricultura, principalmente no Brasil, e pode resultar em grandes benefícios para toda a população. A seguir, entenda o que é e como ocorre o sequestro de carbono, sua relação com a agricultura e o efeito estufa e seus benefícios para a sociedade.
O que é sequestro de carbono?
O sequestro de carbono é o processo de exclusão do gás carbônico na atmosfera. Na agricultura, por exemplo, esse processo pode ocorrer durante a fotossíntese.
As plantas captam dióxido de carbono no ar, e transformam em fotoassimilados, que servem como fonte de energia para bactérias que deverão fixar nitrogênio nas raízes das plantas.
Como ocorre o sequestro de carbono?
É importante saber que essa ação acontece quando as entradas de resíduos culturais são maiores que as saídas de carbono, e a quantidade de carbono liberado pelo solo vai depender do manejo da terra.
Existem diversas práticas que resultam no sequestro de carbono da atmosfera. As principais são o plantio direto na palha, o sistema ILPF (Integração Lavoura Pecuária-Floresta), e a rotação de culturas, muito utilizada na agricultura com finalidades variadas.
Relação entre agricultura e emissão de gases de efeito estufa
Acontece que a agricultura pode ser grande aliada no desafio de combater a emissão de gases causadores do efeito estufa. Países como o Brasil, onde a agricultura é uma atividade central, podem impactar ainda mais essa mudança.
O sequestro de carbono é um processo natural na produção agrícola, pois algumas plantas já fazem esse processo através da fotossíntese e com práticas agrícolas consideradas de baixo carbono. Essas ações armazenam o carbono no solo, reduzindo a emissão no ar.
Tudo isso só é possível através de boas práticas de manejo. A adoção de plantio direto, aliado à rotação de culturas, por exemplo, possibilita esse processo de sequestro de carbono para o solo. A ação pode até melhorar a qualidade desse solo, beneficiando ainda o desenvolvimento das plantas.
Benefícios do sequestro de carbono para produtor e sociedade
Em primeiro lugar, falando especialmente da rotina do produtor, as práticas de sequestro de carbono integram o Plano ABC, uma iniciativa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) executado pela Embrapa.
Basicamente, o plano busca promover a agricultura sustentável oferecendo linhas de crédito para a capacitação técnica e tecnológica. Isso deverá fomentar essa prática de baixa emissão de carbono. Existem ainda mercados de carbono, onde é possível pagar créditos por toneladas de carbono estocado, uma outra possibilidade para o produtor.
Toda a sociedade pode se beneficiar dessa prática, em um ciclo de desenvolvimento. É simples: o setor passa a investir em práticas agrícolas que possibilitem o sequestro de carbono, contribuindo para o não acúmulo desse gás, e consequentemente, reduzindo os efeitos do aquecimento global.
Esses efeitos seriam prejudiciais até mesmo para as atividades do produtor rural, como eventos climáticos adversos, ocorrência de pragas e doenças, entre outros possíveis impactos. Além de, como já mencionamos, ser uma atividade que faz bem para o próprio solo.
Por fim, é claro que a redução dessas ações vai impactar positivamente na qualidade de vida de toda a população. Em resumo, o processo só tende a beneficiar todos ao redor, do produtor ao consumidor final.
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